Direitos reservados ao autor, Diandro Monteiro.
Fecha os teus olhos e volta a abri-los logo de seguida.
Repara a tua volta . . .
Imagina um tempo frio e nublado, estás parado num canto ou talvez sentado, tens uma mesinha de cabeceira de lado, com um copo de café e outro de fruta em calda sobre ela, um livro semi-aberto no meio de uma história, e todo o cenário a preto e branco . . .
Tic-tac, era o barulho agonizante que se ouvia do relógio naquela manhã acinzentada pela névoa, com nuvens escuras pairando sobre o céu com teor a chuva.
Tic-tac, era o mesmo barulho que me fazia despertar do sono, e ver como sinais luminosos toda a minha insignificância a passar-me a frente dos olhos, como um carro sem travão, ou como uma dor física sem sequer um arranhão.
Não me consigo levantar, sinto-me fraco, literalmente sem forças porém, sem fome também. Com a cabeça a mil com olhos sonolentos quase a fecharem-se, com uma ressonância psicológica que me impedia de pensar. Situei-me no tempo como se não estivesse no lugar em que estou - levo o meu café a boca.
Enquanto reflito no passar do tempo, e no quanto as coisas têm mudado juntamente com as pessoas, com uma expressão incrédula estampada na cara, dou-me conta que, os meus pêssegos em calda azedaram no copo de tanto esperarem que os levasse também à boca.
- O que será que comigo se passa? - pergunto a mim mesmo no meu íntimo, sem saber o porquê do desânimo demonstrado por mim nestes últimos capítulos.
Sinto-me triste e ao mesmo tempo envergonhado ao soar da música shelter, o tempo frio eu agasalhado enquanto refastelado no cadeirão, sem saber o que fazer, realmente atordoado pelo blackout mental que tive, mas de repente, o latir da minha cadela-de-sala desperta-me da minha reflexão infundada.
Acordo. Com relação ao blackout, já se passam três dias em que a minha mente anda adormecida, preocupado já começo a confundir-lhe com a bela, ela passa como atordoada pelo simples facto de eu não saber como situar o meu cérebro as situações recentemente ocorrentes na minha vida.
Pessoas nas ruas adornadas em sorrisos, vivendo na ignorância de frases sem cabimento ou sentido, elas em seus dias solarentos referem-se a "relembrar como se fosse viver", mas no meu caso (risos), reflito ao passo de tentar esquecer aquilo que na minha vida tem se passado, aquilo em que eu próprio me tornei . . .
Dia após dia dou-me conta de que não sou o mesmo (será que como eu não te sentes?), às minhas ansiedades e incertezas transformaram-me naquilo que sou hoje, e do qual me apavoro de medo.
- Mas o que será que sou hoje? - uma pergunta sem resposta salta sobre mim como um gato saindo de um arbusto.
Acredito eu uma pessoa insegura, que anda todos os dias na rua com a cabeça na lua, com auriculares nos ouvidos perdido em pensamentos absurdos sobre tudo e todos, inclusive, da própria sombra, questionando até o porquê da sua aparição e a importância que tem ela.
Todos nós discordamos de algo ou de tudo nesse mundo, não nos sentimos confortáveis por ver pessoas a fazer coisas das quais não gostamos ou concordamos. Não nos metemos na multidão enfileirada por qualquer coisa por termos um ponto de vista diferente com relação mesma, os da fila, chamam-nos do contra . . ."do contra" dizem eles.
Mas nós não somos do contra, temos é opinião própria.
Não nos deixamos simplesmente levar, queremos primeiro saber aonde atraca o barco no qual estamos a embarcar. Nós pensamos, porém não somos muitos. Os espertos governam sobre os ignorantes, porque além deles não racionalizarem ao ponto de questionarem ordens, eles são muitos. Essa batalha nós não ganhamos.
Mas continuamos sozinhos, a caminhar nesse passeio, olhando de fora toda a multidão arrastada pelo sistema enquanto damo-nos conta de que para fazer parte dela não nascemos.
Mas a vida é assim, nascemos sozinhos por não sermos siameses e havemos de continuar e crescer assim, há apenas que saber situar-se, lutar contra o que não aceitas ou juntar-te fileira.
Qual das duas? é apenas isso que ainda não aprendi nem decidi, e por isso continuo assim, aqui . . . but I have no shame about it.
#Dam97.

Primeiramente devo parabenizar o escritor pelo texto "Wonderful".
ResponderEliminarPor um momento identifiquei me totalmente, parecia que tivessem lido relatos do meu subconsciente.
Amei amei ❤��
Foi exatamente esse o objectivo principal do texto, tocar os leitores em certos aspectos, sejam eles quais forem. Muito obrigado por teres lido e interiorizado-o ❤.
Eliminarsimplesmente divinal :)
ResponderEliminarMuito obrigado Poetiza ❤
EliminarHey brother,gostei do texto. Dar te ei um halla no off
ResponderEliminarI'm really glad man. Thanks bro ❤👊
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