Direitos reservados ao autor, Diandro Monteiro.
Pousou o último monte de documentos pendentes na escrivaninha castanha reluzente. 21:33 marcavam os ponteiros romanos rotativos do seu Guess dourado com fundo preto de edição limitada, quando já cansada decidiu ausentar-se do trabalho e ir para casa. Quando no seu relógio tocou 21:35, já se encontrava tudo organizado e ela já equipada e com passos fluentes despedindo-se do seu escritório em direção ao seu carro na entrada.
Entrou para o carro, com o cabelo todo emaranhado, semblante caído e olhos murchos, realmente tinha sido um típico dia de trabalho. Entrou para dentro do seu Audi Q7 Preto Basso, com vidros fumados e faróis drogados, esticou e entalou o cinto-de-segurança logo após no banco do condutor ter-se posicionado e se ter sentado, endireitou os espelhos e prego a fundo pisou no pedal de metal quando arrancou . . .
Encontrava-se uma noite tão linda naquele dia, ela cheia de ideias e no estômago borboletas durante o percurso até sua casa, quando decidiu fazer uma mudança e planos repentina, algo não muito comum para a hora em que ela se encontrava, decidiu mudar a sua rota. Piscou, entrou a primeira à direita e seguiu direto a sua "ideia".
Eu estava a acabar de chegar a casa, sentei-me no cadeirão e arremessei as cortinas de maneira a abri-las e poder apreciar o esplendor das estrelas, todo aquele rio escuro repleto de vários peixes encandescentes estendido por cima da minha cabeça, desaguando bem no meio dos meus olhos. O céu desde pequeno que me deixou fascinado, mas nessa minha visão não era esse o ponto alto, enquanto especado e perdido em todo aquele esplendor, reparei na fonte de luz bem no meio de todo aquele escuro abismal repleto de pontos aleatórios de claridade, vi o monumento de Deus, a beleza pura e brilhante entre a minha janela e a rua, a Lua.
22:56, ouvi um barulho de um motor invulgar a desligar bem na frente da minha casa, deixou-me curioso e decidi tentar saber de quem se tratava, na minha cabeça só apitava que eu devia desvendar o enigma. Ouço o barulho de um molhe de chaves de frente a minha porta antes mesmo de me poder levantar e dirigir até ela, por isso, centro a minha atenção a ela, até que a mesma se abriu . . .
Olho para ela atento, meu olhar introspetivo bem centrado em todos os seus movimentos no exato momento que ela transpassa as bordas exteriores para dentro do meu apartamento. Dei-lhe a chave à uns meses atrás, antes da sua real condição me ter apercebido, mas de vir a minha casa sem avisar, dessa atitude infantil da parte dela eu devia estar a espera, mas de qualquer maneira, não interessa. De volta a história . . .
Eram exatamente 11:00 da noite, no momento que ela no meu apartamento entrou, e eu ainda questionando a mim mesmo o porquê da sua aparição aqui tão tarde. Não foram pronunciadas palavras nesse quadrante de paredes, o clima ficou tenso logo após a sua entrada ao meu humilde apartamento. Trocas de olhares indevidos, porém intensos, antes mesmo de ela ter remetido todo o seu corpo para dentro e a porta ter fechado. Trancou-a e deixou a chave pendurada.
Eu tinha acabado de chegar do trabalho, cansado e ainda nos meus pés pendurados os meus sapatos, o fato da Hugo Boss todo amarrotado, o meu perfume Seduction do António levantado Bandeira branca para o confronto de aromas na minha sala de estar, o aroma dela era doce, suave e provocante, pareceu-me ser o La Petite Robe Noive da Guerlain Paris, mas guardei a curiosidade para mim.
Minha garganta irritada pelo aperto da gravata, e foi esse mesmo o pretexto por ela usado para que me pudesse encostar. Com passos matreiros, bem direcionados ao meu corpo, eu ainda impávido com relação a situação recorrente, mantenho minha postura inerte e jogo os meus olhos aos dela, provavelmente um confronto de titãs na mente dela, mas eu continuava indouto no meio daquela brincadeira.
Ela encosta em mim o máximo possível, e ingenuamente puxa meu corpo pela gravata e tenta com aqueles lábios grossos e sedutores atacar-me com um primeiro beijo, naquela noite calada e rodeada de nuvens da madrugada. Pego nela pela cintura, evitando esbarrar os meus lábios nos dela, sem saber o que fazer, desvio-me da sua direcção fazendo-a cair com todos seus atributos de encanto no meu cadeirão. Ela levanta-se e encosta-me a parede perto da mesa, toda agressiva . . . e foi exatamente aí, que me apercebi do que ela realmente queria, só não sabia se o fazer eu o devia . . .
#Continua . . .
#Dam97.

Sim senhora😍😍 gostei 👌👌👏👏
ResponderEliminarMuito obrigado ❤
Eliminar👏👏👏👏👏🙌
ResponderEliminarObrigado por teres lido mana ❤👌
EliminarUau apaixonante 👏👏👏
ResponderEliminarMuito obrigado, de coração ❤
EliminarUm dos melhores !
ResponderEliminarPretendo continuar a supreender, muito obrigado amor ❤
EliminarVou fazer um filme com essa obra😎
ResponderEliminarFaz isso meu mano. Vou ficar a espera da estreia
EliminarEste comentário foi removido pelo autor.
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